Case de sucesso: como a Rumo reduziu filas e otimizou o pátio de Rondonópolis com soluções nstech
maio, 2025 / Por nstech
A produção de grãos no Brasil cresceu mais de seis vezes nos últimos 40 anos, enquanto a área plantada apenas dobrou. O aumento da produtividade foi possível graças ao uso de tecnologia e de adubos nas plantações. Entretando, o transporte inbound dos insumos das fazendas é um dos grandes desafios na logística atual do agronegócio.
Cerca de 40% dos insumos necessários à cultura de grãos e cereais são fertilizantes, uma substância mineral ou orgânica, natural ou sintética, capaz de fornecer nutrientes às plantas.
Mais de 85% dos fertilizantes ou componentes usados na fabricação de fertilizantes são importados, ou seja, percorrem longos caminhos nas rodovias entre os portos brasileiros e os misturadores, armazéns ou fazendas. Por isso, é preciso ser eficiente no transporte das cargas.
Melhorar a logística de fertilizantes requer uma gestão efetiva dos riscos. Uma das estratégias é investir em boas soluções de gerenciamento de riscos. Saiba neste artigo como e por que apostar em GR no transporte de fertilizantes.
Boa leitura!
O Brasil é o quarto maior produtor mundial de grãos, mas tem pouco mais de 20 grandes plantas industriais produtoras de fertilizantes.
As empresas do país respondem por apenas 11,6% do potássio, fósforo e nitrogênio usados na agricultura. O restante é importado, segundo levantamento do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-primas para Fertilizantes (Sinprifert).
O consumo nacional de fertilizantes cresceu 450% nos últimos 20 anos e fez a importação subir 66%. A demanda brasileira anual ultrapassa 40 milhões de toneladas de fertilizantes, o que torna o país o quarto maior consumidor do mundo.
Para reduzir a dependência do mercado internacional, o governo federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes. A meta é forçar a queda das importações de 86% (dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos) para 50% em 30 anos.
Seja como for, a demanda por transporte de fertilizantes seguirá em alta e o gerenciamento de riscos será cada vez mais importante.
O custo do transporte de fertilizantes subiu 21% entre 2010 e 2022, segundo aponta um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (EsalqLog/USP).
A alta foi causada, entre outros fatores, pela forte dependência brasileira pelo modal rodoviário. Com a malha ferroviária pouco eficiente, o setor precisa transportar, pelas estradas, as cargas dos portos até a indústria e da indústria até o produtor.
Dos portos do Sul, por onde chegam pelo menos 77% das importações de insumos, até a entrega em misturadoras de diferentes estados, a jornada é desafiadora. A distância média percorrida no transporte de fertilizantes é de 800 quilômetros.
Sem a capilaridade multimodal adequada, o transporte de fertilizantes esbarra no custo elevado dos combustíveis, longas viagens em um país de dimensões continentais e com estradas precárias, alto índice de acidentes e roubo de cargas.
Entre 2010 e 2022, mostra a pesquisa da EsalqLog, a indústria de fertilizantes aumentou o uso do modal rodoviário, totalizando 86% da carga transportada pelas estradas contra 13,6% do modal ferroviário.
Na avaliação dos pesquisadores, o crescimento no modal rodoviário somado ao aumento sistemático dos combustíveis e aos gastos com pedágios pesaram fortemente na alta geral dos custos com transporte de fertilizantes.
O custo do transporte não é o único gargalo na logística de grãos. Nem mesmo o fato de ser um grande produtor e exportador de commodities agrícolas conseguiu tornar o Brasil autossuficiente na produção de fertilizantes.
A interrupção da cadeia de suprimentos durante a pandemia e, mais recentemente, os embargos econômicos e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia jogaram para a altura o valor dos insumos importados.
Para otimizar a logística de fertilizantes, uma das medidas é reduzir os custos. E isso passa por um planejamento rigoroso e, especialmente, pelo gerenciamento dos riscos na logística de fertilizantes.
Atualmente, o setor não precisa apenas de mais eficiência nos terminais portuários. A lista inclui preços de frete mais competitivos, consolidação de um modelo multimodal conectado a ferrovias e hidrovias, aumento da capacidade de estoque para que a indústria brasileira não fique exposta às oscilações do mercado internacional e fortalecimento do conceito de logística colaborativa.
Leia aqui O tripé da logística eficiente: colaboração, digitalização e integração.
Na logística de grãos, o transporte de fertilizantes é uma etapa essencial e deve ser cada vez mais eficiente e atento às questões de segurança, saúde e meio ambiente. Os principais desafios na movimentação das cargas de fertilizantes são:
A inalação ou contato dos fertilizantes com a pele e os olhos pode causar irritação, queimaduras, problemas respiratórios, reações alérgicas e até intoxicação.
Vazamentos ou derramamentos da carga podem contaminar o solo e a água, afetando os mananciais. Além disso, o nitrogênio e fósforo (nutrientes usados para o crescimento das plantas), quando em excesso nos lagos e rios, aumenta a proliferação de algas e leva à morte de peixes.
O transporte de fertilizantes em veículos inadequados ou em condições precárias eleva os riscos de acidentes. Alguns fertilizantes, como nitratos e amônia, são inflamáveis, aumentando o risco de incêndios e explosões em caso de acidentes.
O transporte de fertilizantes é um processo caro, impactado por fatores como distância, modalidade de transporte, pedágios e custo dos combustíveis. A infraestrutura logística brasileira apresenta gargalos, como a falta de multimodalidade e de conservação das rodovias, dos terminais portuários e das ferrovias.
A falta de treinamento dos motoristas e da equipe de logística potencializa os riscos no transporte de fertilizantes, assim como o uso de embalagens inadequadas, veículos sem manutenção, rotas mal planejadas e viagens sem a documentação em dia.
O transporte de fertilizantes requer que as empresas atuem em conformidade com a legislação e com as regras específicas para a atividade. Nem todos cumprem as determinações legais como deveriam, o que torna o serviço arriscado e sujeito a fiscalizações e multas.
As principais diretrizes para o transporte de fertilizantes constam na Resolução ANTT nº 5.947/2021 (normas para o transporte terrestre de produtos perigosos, incluindo os fertilizantes), Código Brasileiro de Trânsito (regras gerais para o transporte de cargas em todo o território nacional) e normas da ABNT que regulamentam o transporte de produtos perigosos, incluindo os fertilizantes.
O transporte de fertilizantes também está sujeito às regulamentações específicas de cada modalidade de transporte (terrestre, aéreo, marítimo) e às legislações estaduais e municipais.
Não há dúvida de que o transporte de fertilizantes exige atenção especial com a segurança completa da operação. Os cuidados envolvem:
Embalagens
Veículos
Motoristas
Documentação
Segurança
Prevenção de acidentes
No transporte de fertilizantes é essencial que toda a operação, do embarque à entrega, tenha seu foco na segurança e na eficiência. O gerenciamento de risco no transporte de fertilizantes oferece diversos benefícios à cadeia logística de grãos.
As principais vantagens do GR incluem:
Redução do risco de acidentes: diminui o risco de incêndios, explosões, vazamentos, derramamentos e outros acidentes durante o transporte.
Proteção da saúde humana e do meio ambiente: minimiza os riscos de intoxicação, contaminações e impactos ambientais, protegendo a saúde das pessoas e o meio ambiente.
Maior segurança para os motoristas e equipe de logística: assegura um ambiente de trabalho mais seguro aos envolvidos no processo de transporte.
Roteirização: otimiza as viagens por meio do planejamento de rotas que levam em consideração a distância total, condições das estradas e de tráfego, restrições de horário ou de circulação, prazos de entrega etc.
Adequação do veículo: mantêm a frota em bom estado de conservação, com freios, pneus e mecânica em dia.
Monitoramento em tempo real: acompanha as viagens do início ao fim e fornece detalhes sobre a localização e o status do veículo durante o transporte. O monitoramento mantém os times atualizados sobre o progresso da viagem, a rota planejada e eventuais desvios.
Redução de custos: diminui custos com reparos, remediação ambiental, indenizações, imprevistos e prejuízos relacionados a acidentes.
Otimização do transporte: aumenta a eficiência do transporte, reduzindo atrasos e perdas de produtos.
Melhoria da imagem da empresa: demonstra o compromisso da empresa com a segurança e a responsabilidade social.
Melhoria da competitividade: permite que a empresa se destaque no mercado por sua atuação segura e responsável.
Aumento da confiança dos clientes: gera confiança nos clientes e parceiros da empresa.
Facilidade na obtenção de seguros: facilita a obtenção de seguros e apólices com melhores condições.
Cumprimento das normas e regulamentações: assegura o cumprimento das normas e regulamentações para o transporte de produtos perigosos.
A nstech – maior empresa de software para supply chain da América Latina – conta com uma área dedicada ao agronegócio. Entre as soluções, oferece as tecnologias necessárias para mitigar os riscos no transporte de fertilizantes.
O gerenciamento de riscos no transporte de fertilizantes inclui o uso de ferramentas como o Cadastro – que torna a pesquisa e a liberação de motoristas e veículos mais ágil e segura; tecnologias para rastreamento, telemetria e monitoramento de viagens e recuperação de carga; torre de controle logístico para gestão da operação em tempo real e sistemas dedicados à prevenção de acidentes.
Essas soluções proporcionam:
– Redução de custos: mais segurança operacional, maior proteção à carga, menos prejuízos com roubos e danos, segurança jurídica, conformidade regulatória e cumprimento dos requisitos necessários ao seguro das cargas.
– Maior produtividade: melhoria da eficiência logística com acompanhamento em tempo real, satisfação dos clientes, ganhos na reputação e competitividade.
– Sustentabilidade: menor probabilidade de acidentes nas estradas e alinhamento às melhores práticas de sustentabilidade.
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