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PEF x Carta Frete: qual a diferença e qual a melhor opção?

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Escrito por nstech

o entregador escanear pacotes numa carrinha

Na cadeia logística, a papelada e a burocracia não são novidade. Motoristas, transportadoras e embarcadores estão acostumados, mas vez ou outra surgem dúvidas: na hora de formalizar o frete, o que é melhor? PEF ou Carta Frete? 

 

Escolher o documento errado significa dor de cabeça, multas e prejuízo financeiro. Se você não quer correr este risco, fique conosco. Neste artigo, vamos descomplicar o assunto, mostrar as diferenças e apontar o modelo mais vantajoso para o seu negócio.

O que é a Carta Frete?

A Carta Frete é um documento físico usado para formalizar o contrato de transporte de cargas.

 

Por décadas, foi o padrão utilizado pelo setor no Brasil, especialmente em operações de menor porte. Hoje, não deve mais ser utilizada – embora algumas empresas ainda insistem nisso.

Para que serve a Carta Frete?

A Carta Frete funcionava como um contrato do transporte de cargas, descrevendo os termos acordados entre o embarcador e o transportador autônomo de cargas (TCA) ou a transportadora.

 

O documento reunia todas as informações essenciais da viagem: dados do remetente, do destinatário, do motorista, do veículo, da mercadoria e o valor do frete.

Como funciona na prática?

 

Imagine a cena: o motorista chega para carregar o caminhão. A empresa de transporte emite a Carta Frete, geralmente impressa em papel, preenchendo as informações à mão..

 

O documento é emitido em várias vias, uma para cada parte envolvida: o remetente, o destinatário e o próprio motorista. As partes assinam, confirmando a validade do acordo.

O motorista fica com sua via, que serve como garantia de pagamento ao final da viagem. Em muitos casos, o pagamento é feito em dinheiro no destino, ou o documento é apresentado na sede da transportadora para que o motorista receba o valor.

Vantagens da Carta Frete

Embora seja um modelo ultrapassado, a Carta Frete é usada por causa de algumas vantagens:

  • Aceitação consolidada: transportadores autônomos mais antigos estão familiarizados com o processo e preferem a “simplicidade” do papel.
  • Não depende de internet: em áreas remotas, onde o sinal de internet é ruim ou inexistente, a Carta Frete ainda é uma solução utilizada.
  • Familiaridade: a tradição e a simplicidade do modelo são confortáveis para quem não se sente à vontade com a tecnologia.

Desvantagens e riscos da Carta Frete

As desvantagens do uso da Carta Frete são significativas e mostram por que ela foi banida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

  • Risco de extravio e falsificação: por ser um documento físico, pode ser facilmente perdido, rasgado ou pior, falsificado, gerando prejuízos.
  • Processo manual e demorado: o preenchimento e o manuseio manual tornam o processo lento e propenso a erros.
  • Dificuldade de armazenamento: a organização física de centenas de documentos é um pesadelo para as transportadoras.
  • Lentidão na quitação financeira: o recebimento do frete, muitas vezes, só ocorre após a entrega do documento físico no escritório da transportadora, atrasando o fluxo de caixa do motorista.

 

O que é o PEF?

O Pagamento Eletrônico de Frete (PEF) é um documento digital com validade jurídica garantida por certificação digital e auditado pela ANTT.

 

Cada PEF tem um único código, o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). Esse número é usado para o rastreamento da operação e validação no sistema nacional.

Como o PEF funciona?

 

O fluxo do PEF é totalmente digital. O embarcador (ou a transportadora) lança todas as informações da carga em uma plataforma. Automaticamente, o sistema gera o PEF e o CIOT.

 

O motorista, por sua vez, acessa o documento digital via aplicativo. As assinaturas são coletadas de forma virtual e as informações de geolocalização podem ser adicionadas para maior controle.

 

A confirmação da entrega é registrada instantaneamente no sistema, o que permite a liberação do pagamento do frete de forma bem mais rápida.

Vantagens do PEF

 

  • Segurança antifraude: a certificação digital impede a falsificação e garante a integridade dos dados.
  • Agilidade e eficiência: o processo digital é mais rápido, permitindo que o motorista receba o valor do frete em questão de horas.
  • Redução de custos: o fim do papel, impressão e armazenamento físico gera economia.
  • Integração com sistemas de gestão: o PEF pode ser integrado com outros softwares, permitindo uma visão completa da operação em tempo real.
  • Mais transparência: todas as informações ficam registradas no sistema, o que traz mais transparência e controle para todos os envolvidos.

 

Pontos de atenção do PEF 

O PEF tem poucas desvantagens, que podem ser facilmente superadas. 

 

  • Necessidade de tecnologia: requer que o motorista tenha um smartphone e acesso à internet, mesmo que momentâneo, para acessar e assinar o documento.
  • Curva de aprendizado: usuários menos tecnológicos precisam de um tempo para se familiarizar com a plataforma.
  • Dependência de uma plataforma tecnológica: para emitir o PEF, é necessário usar um software homologado pela ANTT, o que pode ter um custo.

 

Principais diferenças entre PEF e Carta Frete

 

Característica PEF

(Pagamento Eletrônico de Frete)

Carta Frete

(Modelo Tradicional)

Base legal Documento digital com validade jurídica Acordo informal, sem regulamentação da ANTT
Segurança Alta (certificação digital, antifraude) Baixa (risco de extravio, falsificação)
Agilidade Alta (emissão e quitação em minutos) Baixa (processo manual, lentidão na quitação)
Custo Plataforma paga, mas sem custos com papel e impressão Baixo, mas com custos indiretos de ineficiência
Flexibilidade O valor pode ser transferido para cartões ou contas bancárias Geralmente pago em dinheiro ou em cheque
Controle Rastreamento e informações em tempo real Sem rastreamento, controle manual
Conformidade Conforme as normas da ANTT Proibida pela ANTT desde 2011

 

 

PEF ou Carta Frete: qual é a melhor opção?

A escolha entre PEF e Carta Frete não deveria suscitar dúvidas, afinal, a Carta Frete foi proibida pela ANTT em 2011. Ainda assim, algumas operações insistem em utilizar a Carta Frete, amparadas em algumas exceções – como viagens curtas ou para motoristas que operam em regiões com sinal de internet muito precário. 

 

No entanto, ela não pode ser usada como meio de pagamento do frete, apenas como um contrato auxiliar. O pagamento deve ser realizado sempre por meio de um sistema eletrônico de pagamento de frete (PEF) homologado pela ANTT.

 

Para quem o PEF é a escolha ideal

 

  • Transportadoras que buscam escalabilidade e controle: a plataforma digital permite gerir centenas de operações ao mesmo tempo, de forma eficiente e segura.
  • Motoristas que querem agilidade no recebimento: o pagamento do frete via PEF é rápido, o que melhora o fluxo de caixa do transportador autônomo de cargas.
  • Qualquer empresa que queira reduzir riscos e burocracia: a digitalização do processo elimina erros manuais, perda de documentos e fraudes.

 

Digitalização no pagamento do frete

Embora a Carta Frete ainda seja usada em algumas operações, a eficiência, segurança, economia e legalidade do PEF o tornam a melhor opção. O futuro do transporte é digital e o PEF é o maior exemplo disso.

 

Leia aqui como migrar da Carta Frete para o PEF sem complicações.

Conclusão: modernize sua gestão de fretes

Enquanto a Carta Frete é o antigo método analógico para formalizar o contrato de frete e o pagamento do serviço, o PEF é a solução digital que oferece segurança logística, agilidade no pagamento e redução de custos.

 

A escolha inteligente para quem busca crescimento e profissionalização passa, inevitavelmente, pela adoção do Pagamento Eletrônico de Frete.

 

Se você quer ganhar tempo, ter segurança jurídica e aumentar a eficiência, conte com a nstech – a maior empresa de software para supply chain da América Latina. Nós podemos modernizar a sua operação e fazer a integração do PEF.

 

Converse com um de nossos especialistas e conheça as soluções para a gestão do transporte e a emissão de documentos usados no transporte de cargas.

 

 

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