Case de sucesso: como a Rumo reduziu filas e otimizou o pátio de Rondonópolis com soluções nstech
maio, 2025 / Por nstech
Entre as operações que acontecem dentro de um centro de distribuição, há uma atividade que, embora pareça simples, funciona como um verdadeiro “ponto de atrito” capaz de acelerar ou travar toda a cadeia de suprimentos: o picking.
Mais do que apenas a coleta de itens no estoque, o picking é um conjunto sofisticado de decisões operacionais que envolve layout, uso de tecnologia, escolha de rotas, perfil de demanda, dimensionamento de equipes e integração com outros processos da cadeia de suprimentos.
À medida que as empresas lidam com fluxos maiores, janelas de expedição mais curtas e expectativas crescentes de precisão, o picking deixa de ser uma etapa mecânica e passa a assumir um papel estratégico. Ou seja, ele separa operações medianas de operações altamente competitivas.
Entender profundamente como funciona cada tipo de picking, quais métodos são mais adequados ao perfil do estoque e como os sistemas de picking reduzem tempo e custos é essencial. Continue a leitura e descubra como conduzir essa etapa da operação com excelência.
O termo “order picking” se refere ao processo no qual os preparadores de pedidos localizam, selecionam e organizam itens no estoque para atender cada pedido.
Em outras palavras, o picking é uma sequência de atividades cujo objetivo é transformar a demanda que entra no sistema em produtos fisicamente prontos para a expedição.
O impacto do picking na operação logística é direto e mensurável:
Por ser um processo repetitivo e altamente dependente de execução humana (mesmo em operações parcialmente automatizadas), pequenas ineficiências no picking ganham escala rapidamente.
Portanto, otimizar o picking significa reduzir desperdícios, minimizar erros e acelerar fluxos: três pilares fundamentais para operações de alta performance.
O processo de picking envolve três grandes etapas:
O preparador de pedidos se desloca até a posição de armazenagem onde o produto está. Nesta hora, a eficiência depende do layout, da classificação ABC e do sistema de endereçamento.
O item é retirado da posição de estoque na quantidade exata definida pelo pedido.
O produto segue para a área onde os itens de vários pedidos são organizados, conferidos e preparados para expedição.
Essas três etapas parecem simples, mas a combinação entre o volume, a diversidade de SKUs, o tempo de resposta esperado e a complexidade dos tipos de picking transforma a atividade em um grande desafio operacional.
Não existe um único método ideal para todas as operações. O que existe é um conjunto de estratégias que, quando bem alinhadas ao perfil da empresa, reduzem custos, aumentam a produtividade e melhoram a acuracidade.
Os principais métodos usados hoje em dia são:
É o método mais tradicional. Neste modelo, o pedido é separado de ponta a ponta por um único operador, que percorre o estoque coletando todos os itens do pedido.
Características do picking discreto:
O picking discreto é recomendado quando há baixo volume de pedidos, poucas SKUs ou operações que exigem acuracidade total. Porém, quando o volume cresce, esse método é menos eficiente devido ao esforço de deslocamento e ao uso intensivo de mão de obra.
O picking por lote otimiza operações nas quais vários pedidos contêm os mesmos itens. Aqui, o operador coleta uma quantidade total de um produto para atender múltiplos pedidos ao mesmo tempo.
Neste método, o operador recebe a lista consolidada de itens e recolhe tudo de uma única vez. Depois, em uma etapa posterior, os itens são distribuídos entre os pedidos.
Vantagens:
No entanto, é necessário cuidado na etapa de separação posterior para evitar erros de distribuição.
O picking por zona consiste em dividir o CD em diferentes áreas (zonas), cada uma com uma equipe de preparadores de pedidos responsável por coletar apenas os itens que estão naquela zona.
Cada operador trabalha sempre na mesma área, o que diminui os deslocamentos. Conforme o pedido passa em cada zona, os itens são adicionados.
Por que esse método é eficiente:
Esse modelo é ideal para CDs grandes, com alta diversidade de produtos e necessidade de escalabilidade.
O picking por onda é uma estratégia híbrida que combina o agrupamento de pedidos com a organização temporal. Os pedidos são liberados em “ondas”, seguindo janelas específicas de expedição, demanda ou priorização.
Os benefícios desse método são:
A complexidade, neste caso, está na necessidade de investir em sistemas mais avançados de gestão e planejamento. Isso ocorre porque a liberação das ondas deve considerar prioridades, prazos, capacidade dos operadores e disponibilidade de estoque.
À medida que o volume operacional cresce, o uso de tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade. Um CD moderno que trabalha com centenas ou milhares de pedidos diários não consegue manter produtividade e acuracidade somente com processos manuais.
Veja os sistemas de picking e seus impactos dentro do CD:
Além disso, ao integrar o picking a sistemas de ERP, TMS e análises de dados, o gestor consegue visualizar gargalos, medir a performance da equipe e planejar melhorias com base em indicadores confiáveis.
Mesmo com todos os avanços tecnológicos, a gestão dos centros de distribuição enfrenta alguns desafios continuam significativos. Os principais e mais recorrentes envolvem:
Neste caso, não existe resposta única. Para definir o método ideal de picking, o gestor deve observar diferentes aspectos e dados da operação. O volume de pedidos é o primeiro ponto. As operações de baixo volume podem manter o picking discreto. Para volumes maiores, o picking por lote ou zona tende a ser mais eficiente.
A similaridade entre pedidos é outro fator determinante. Se os pedidos têm muitos itens repetidos, o picking por lote gera ganhos imediatos. O layout e o tamanho do CD também exigem atenção. Em estruturas maiores, o picking por zona evita deslocamentos excessivos.
Quando existem horários rigorosos ou prazos de saída, o picking por onda é extremamente útil. Por isso, os gestores devem analisar as janelas de expedição antes de escolher o modelo de picking a ser adotado.
Por fim, é essencial entender qual será a tecnologia disponível. Quanto maior a complexidade, maior a necessidade de sistemas de suporte.
A transformação digital trouxe ferramentas poderosas para tornar o picking mais eficiente.
A lista conta com sistemas de roteirização interna, dashboards com dados em tempo real, sensores e automação de baixa complexidade, além de plataformas integradas de gestão que conectam estoque, transporte e expedição.
Essas soluções permitem controlar melhor o fluxo de cada processo, evitar rupturas e reduzir o tempo total do processo.
Como vimos, o picking deixou de ser uma etapa operacional. Ele é, hoje, uma peça-chave para garantir eficiência, controle e qualidade dentro do centro de distribuição.
Como o pedido é o ponto central de uma operação logística, a capacidade de separar os itens corretamente e atender o cliente com velocidade, precisão e consistência se tornaram vitais.
Em um cenário onde clientes esperam entregas rápidas, as operações omnichannel demandam integração e a competição é intensa, investir nos sistemas de picking, otimizar o processo de separação dos pedidos e escolher o tipo de picking adequado é condição essencial para crescer com competitividade.
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