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Indicadores da gestão de estoque eficiente: o que monitorar

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Escrito por nstech

cena com operacoes e procedimentos logisticos fotorrealistas

A gestão de estoque eficiente sustenta todo o funcionamento da cadeia de suprimentos: sem visibilidade sobre a entrada e saída de produtos, nenhuma empresa consegue garantir que as mercadorias estejam disponíveis no momento certo. 

 

Entre comprar “demais” - e ficar com o capital em itens parados - e comprar “de menos” - e enfrentar rupturas de estoque que frustram o cliente - há um delicado ponto de equilíbrio. E esse ponto só é alcançado quando os principais indicadores são monitorados de forma sistemática.

 

Este artigo abordará a importância de acompanhar os indicadores de estoque, detalhando quais devem ser monitorados, como implementá-los e dicas finais para garantir uma gestão eficiente. 

 

Compreender e aplicar esses conhecimentos é fundamental para evitar prejuízos, otimizar recursos e, acima de tudo, garantir a satisfação do cliente.

Por que acompanhar indicadores de estoque ?

Monitorar os indicadores de estoque é uma questão fundamental para a saúde financeira e operacional da empresa. O estoque é um ativo valioso, mas também um dreno de recursos se não for bem administrado. 

 

Sem o acompanhamento adequado, corre-se o risco de ter produtos parados, mercadorias obsoletas ou, pior, não conseguir atender à demanda do mercado, perdendo vendas e clientes.

Benefícios de uma gestão de estoque bem monitorada

Os benefícios de uma gestão de estoque bem monitorada são vastos e impactam diretamente a lucratividade e a reputação da empresa:

 

  • Redução de perdas e desperdícios: ao monitorar o prazo médio de validade de produtos perecíveis e identificar rapidamente itens de baixo giro ou obsoletos, é possível evitar a perda de mercadorias por vencimento ou desuso.
  • Melhoria no atendimento ao cliente: com a quantidade de produtos correta no depósito, a empresa evita atrasos e falta de itens, aumentando a confiança e a satisfação do cliente.
  • Otimização de custos: o estoque pode representar até 40% do capital de giro. Ao monitorar indicadores, é possível reduzir custos de armazenamento, seguros e capital imobilizado.
  • Tomada de decisão mais assertiva: dados históricos revelam padrões de consumo por determinado período. Com essas informações em mãos, os gestores tomam decisões mais assertivas sobre compras, promoções, desativação de produtos e otimização da cadeia de suprimentos. 

Principais indicadores para monitorar na gestão de estoque

Para que a gestão de estoque eficiente seja uma realidade, é essencial acompanhar uma série de indicadores-chave. Cada um deles oferece uma perspectiva diferente sobre a saúde do estoque e contribui para a performance da empresa.

Giro de estoque (ou rotatividade)

O giro de estoque é um dos indicadores mais importantes. Ele mostra quantas vezes o estoque de um produto foi renovado em um determinado período (geralmente um ano). 

 

Um alto giro indica que o item está sendo vendido rapidamente, enquanto um baixo giro pode sinalizar problemas de demanda ou excesso de quantidade de mercadoria armazenada em estoque.

 

A fórmula básica para calcular o giro de estoque é:

Giro = Custos das Mercadorias Vendidas (CMV) ÷ Média do Valor Estoque

 

O CMV pode ser encontrado no demonstrativo de resultados e a média do valor do estoque é a soma do estoque inicial e final do determinado período (definido previamente) dividida por dois.

 

Acompanhar esse indicador é importante porque ele revela se o capital investido em mercadorias está parado ou gerando retorno. 

 

Um bom giro de estoque é crucial para a saúde financeira da empresa. A rotatividade adequada reduz o custo de armazenamento e o risco de obsolescência, evitando prejuízos.

Nível de estoque de segurança

O nível de estoque de segurança é a quantidade mínima de produtos que uma empresa deve manter. Ela evita rupturas de estoque diante de variações inesperadas na demanda ou de atrasos na entrega dos fornecedores. Na prática, é uma reserva estratégica para lidar com imprevistos.

 

Calcular o estoque de segurança ideal envolve aspectos como oscilação da demanda, tempo de ressuprimento do fornecedor e nível de serviço desejado. Existem diversas fórmulas para isso. A mais comum é o cálculo do desvio padrão da demanda diária e o tempo de ressuprimento.

 

Assim:

Estoque de segurança = (Demanda máxima diária × Lead Time) – (Demanda média diária × Lead Time)

 

Ter um nível de estoque de segurança adequado garante que a empresa consiga atender à demanda mesmo em situações adversas. Sem ele, há o risco de perder vendas e comprometer a satisfação do cliente. 

 

No entanto, é preciso manter a atenção sobre esse indicador, pois um estoque de segurança excessivo pode aumentar o custo de armazenamento.

Taxa de ruptura de estoque

A taxa de ruptura de estoque indica a frequência com que um determinado produto esteve indisponível para venda, ou seja, mede a porcentagem de pedidos que não puderam ser atendidos devido à falta de mercadoria. 

 

Por exemplo: se 100 clientes tentaram comprar um determinado produto e 10 não conseguiram, a taxa de ruptura é de 10%.

 

Uma alta taxa de ruptura tem consequências sérias, como a perda de vendas e até de clientes para a concorrência. Além disso, a reputação da empresa pode ser seriamente prejudicada.

 

Para evitar rupturas de estoque é fundamental realizar um bom planejamento de demanda; contar com um sistema de gestão de estoque eficiente e manter boa comunicação com os fornecedores para garantir a entrega no momento certo.

Custo de armazenamento

O custo de armazenamento abrange todas as despesas relacionadas à manutenção do estoque. Inclui aluguel ou depreciação do espaço físico, energia, segurança, seguro, mão de obra envolvida na movimentação e controle, sistemas de gestão, obsolescência e perdas.

 

Para reduzir custos sem comprometer a disponibilidade, a chave é otimizar o giro de estoque, minimizando a quantidade de produtos parados. Na prática é negociar melhores prazos com fornecedores, aperfeiçoar a organização do armazém e utilizar tecnologias que melhorem o controle e a movimentação.

Prazo médio de validade (para produtos perecíveis)

Para produtos perecíveis, o prazo médio de validade é um indicador crítico. Ignorá-lo pode levar a grandes perdas por vencimento, especialmente em setores que manuseiam alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. 

 

O monitoramento contínuo desse indicador permite ações proativas, como promoções ou doações, para evitar prejuízos.

 

Para gerenciar produtos com validade limitada, o caminho é utilizar sistemas de gestão que alertem sobre a proximidade do vencimento e adotar a metodologia FIFO (First In, First Out – Primeiro que Entra, Primeiro que Sai). Isso garante que os produtos que foram armazenados primeiro sejam também os primeiros a sair do estoque.

Taxa de obsolescência

A taxa de obsolescência mede a porcentagem de produtos que se tornaram invendáveis. Ou seja, mercadorias que perderam valor ou utilidade devido a mudanças tecnológicas, de moda, regulatórias ou, simplesmente, por estarem muito tempo paradas em estoque.

 

Para minimizar perdas por produtos obsoletos é essencial acompanhar as tendências de mercado, ter um bom controle do giro de estoque e, eventualmente, realizar promoções ou liquidações para os itens que estão com baixa saída.

Como implementar o monitoramento desses indicadores

A implementação eficaz de indicadores de desempenho requer planejamento e o uso de ferramentas adequadas.

Ferramentas e softwares de gestão

A tecnologia faz grande diferença na gestão eficiente de estoque. Existem diversas opções de ferramentas disponíveis no mercado, como os sistemas ERP, WMS e as plataformas de Business Intelligence.

 

Esses softwares automatizam o registro de entrada e saída de mercadorias, calculam indicadores, emitem alertas e geram relatórios. Os benefícios do uso dessas tecnologias são incontáveis. 

 

A automação reduz erros humanos, agiliza processos, oferece dados em tempo real e facilita a análise de informações, permitindo que a empresa tome decisões mais rápidas e precisas. Além disso, o uso de ferramentas digitais otimiza a mão de obra e direciona os esforços das equipes para tarefas mais estratégicas.

Metas e KPIs claros

Definir o que se quer alcançar é o primeiro passo para o sucesso. Para isso, é importante estabelecer metas realistas, que sejam baseadas em dados históricos e que considerem a sazonalidade.

 

A definição de metas pode ser orientada pela metodologia SMART (Específicas, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporizáveis), que leva a objetivos claros, alcançáveis e coerentes com o core da empresa. Um exemplo de meta SMART é “reduzir a taxa de ruptura de estoque em 15% nos próximos seis meses”.

 

Para avaliar se as metas serão atingidas, o acompanhamento contínuo e regular dos indicadores é indispensável. É importante definir um período (diário, semanal, mensal) para fazer essa análise e aproveitar esse momento para avaliar e identificar tendências e desvios. Gráficos e dashboards ajudam na visualização desses dados.

2 dicas preciosas para uma gestão de estoque eficiente

Além do monitoramento de indicadores, algumas práticas adicionais podem ajudar a otimizar ainda mais a gestão de estoque.

  1. Revisões periódicas dos indicadores

 

A análise de dados não deve ser um evento único. Dependendo do tamanho e do tipo de negócio, a frequência recomendada varia. Para produtos de alto giro, revisões diárias ou semanais podem ser necessárias. Para outros, mensais ou trimestrais são suficientes. O importante é estabelecer uma rotina e segui-la.

 

Com base nessas revisões, a empresa estará preparada para ajustar suas estratégias de compra, armazenamento e vendas. A flexibilidade é fundamental para assegurar uma cadeia de suprimentos dinâmica.

  1. Capacitação da equipe

 

O capital humano é um recurso inestimável na gestão de estoque. Por isso, as equipes devem ser continuamente capacitadas. Uma mão de obra bem treinada entende a importância do gerenciamento de todos os fluxos e etapas do processo e sabe como utilizar as ferramentas disponíveis. Isso envolve desde os operadores que realizam a entrada e saída de produtos até os gestores que analisam os dados.

 

Além disso, o envolvimento de todos os setores na gestão de estoque é indispensável. É responsabilidade de toda a empresa, não apenas do departamento de logística, acompanhar e zelar pelos processos. 

 

Áreas como vendas, marketing e finanças também podem ajudar no planejamento e na tomada de decisões estratégicas que afetam o estoque.

Gestão de estoque eficiente é a chave para o sucesso  

A gestão de estoque eficiente não é um luxo, mas uma necessidade para qualquer empresa que busca prosperidade e longevidade no mercado. 

 

O acompanhamento de indicadores como o giro de estoque, nível de segurança, taxa de ruptura, custo de armazenamento, prazo médio de validade e taxa de obsolescência é fundamental para otimizar operações, reduzir perdas e garantir a satisfação do cliente.

 

Investir em tecnologia, estabelecer metas claras, revisar periodicamente os resultados e capacitar a mão de obra são passos que devem ser colocados em prática continuamente para alcançar a excelência na gestão de estoque. 

 

Ao fazer isso, sua empresa estará preparada para atender à demanda no momento certo, evitar prejuízos e fortalecer sua posição na cadeia de suprimentos.

 

Na nstech, entendemos que a gestão de estoque eficiente é a chave para o sucesso do seu negócio. Nossas soluções, inovadoras e tecnológicas, foram planejadas para otimizar cada etapa do seu processo, desde a entrada e saída de mercadorias até o cálculo preciso de cada indicador.

 

Com as nossas ferramentas, sua empresa pode fazer a diferença, garantindo que determinado produto esteja sempre disponível na quantidade correta e no momento certo. 

 

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