Case de sucesso: como a Rumo reduziu filas e otimizou o pátio de Rondonópolis com soluções nstech
maio, 2025 / Por nstech
Você implementou um sistema WMS para a gestão do armazém e criou grandes expectativas: mais organização, menos erros, muita agilidade. Mas, passados os primeiros meses, como ter certeza de que o investimento está realmente entregando os resultados esperados?
Como saber se a sua operação logística está apenas “funcionando melhor” ou, de fato, ganhou eficiência e produtividade? A resposta está nos dados. Um WMS (Warehouse Management System ou Sistema de Gestão de Armazém) é muito mais que um software para localizar produtos; ele é uma ferramenta com diversas informações operacionais estratégicas.
O segredo do sucesso na implantação do WMS está em saber quais dessas informações realmente importam para a sua operação e como transformá-las em indicadores de desempenho acionáveis, os famosos KPIs (Key Performance Indicators).
Monitorar indicadores é essencial para ir além do feeling. São os KPIs que ajudam a gerenciar o armazém com precisão, revelam a saúde financeira da operação logística, mostram onde o controle de estoque está falhando e apontam o caminho para uma redução de custos consistente.
Neste artigo, vamos desvendar os indicadores mais críticos para avaliar o desempenho de um sistema WMS, agrupando-os em quatro pilares fundamentais: produtividade, precisão, eficiência do inventário e desempenho operacional.
A produtividade do time de colaboradores é essencial para o funcionamento do armazém. No entanto, sem medi-la você não sabe se está otimizando recursos ou apenas apagando incêndios.
Um WMS moderno e inteligente automatiza a coleta desses dados, elimina planilhas manuais e dá uma visão objetiva a respeito do desempenho de cada colaborador e da equipe. Nesse caso, os principais indicadores são:
Este é o termômetro básico da produtividade no picking (separação de pedidos). Ele mede quantas linhas de itens um operador consegue separar em uma hora.
Por que monitorar? Porque o LPH identifica colaboradores que precisam de treinamento adicional, compara a eficiência entre diferentes turnos ou estratégias de picking (por onda, por zona etc.) e estabelece metas realistas de produtividade.
Como o WMS ajuda? O sistema registra automaticamente o horário de início e conclusão de cada tarefa, calculando a taxa de produtividade em tempo real. Isso ajuda a direcionar tarefas de forma mais inteligente, equilibrando a carga de trabalho.
Esse indicador vai além da velocidade da tarefa e coloca um valor monetário na produtividade. É calculado com base na divisão do custo total da mão de obra do picking (salários, encargos) versus o total de linhas separadas em um período.
Por que monitorar? É um indicador financeiro muito importante para a gestão do armazém.
Uma alta produtividade (LPH) com um custo por linha baixo é o cenário ideal. Já um custo que sobe sem justificativa sinaliza ineficiências operacionais ou problemas de processamento de pedidos que podem impactar diretamente os lucros do negócio.
Neste caso, o KPI mostra qual é a porcentagem do tempo pago que seus operadores realmente passam em atividades produtivas (separar, receber, armazenar) versus o tempo ocioso ou em deslocamentos ineficientes.
Por que monitorar? Para identificar gargalos e desperdícios. Um percentual baixo indica problemas no fluxo de trabalho, layout do armazém ou no planejamento de tarefas pelo sistema WMS.
Erros nos processos dentro do armazém geram impactos que vão além do retrabalho ou do custo de um novo envio. Eles afetam diretamente a experiência do cliente e a percepção de qualidade do serviço.
Por isso, a precisão operacional se consolida como um pilar fundamental da satisfação do cliente, contribuindo para processos mais confiáveis, menos desperdícios e um nível de serviço mais elevado.
A acurácia do inventário é um dos principais indicadores de confiabilidade das informações do armazém.
Ela expressa o grau de correspondência entre a quantidade de um item registrada no WMS e o volume físico efetivamente encontrado durante as contagens. Quanto maior essa proximidade, mais segura e previsível se torna a operação.
Por que monitorar? Uma acuracidade baixa compromete toda a gestão logística. Ela pode gerar vendas perdidas por conta do chamado “estoque fantasma”, provocar excesso de estoque desnecessário e levar a decisões de compra pouco assertivas.
Manter esse indicador o mais próximo possível de 100% é fundamental para garantir uma cadeia de suprimentos confiável e orientada por dados.
Como o WMS ajuda? Sistemas de WMS mais robustos viabilizam ciclos de contagem contínua, como a contagem cíclica, em que pequenos grupos de itens são verificados diariamente com base em critérios como valor, criticidade ou rotatividade.
Dessa forma, a acurácia é mantida de forma constante, sem a necessidade de interromper a operação para a realização de inventários gerais extensos.
Esse indicador mede a porcentagem de pedidos enviados com erro: item errado, quantidade incorreta, destinatário trocado.
Por que monitorar? Cada erro que chega ao cliente impacta diretamente sua experiência e confiança na marca. Monitorar esse KPI é monitorar a qualidade final do atendimento oferecido ao cliente.
Como o WMS ajuda? Funcionalidades como confirmação por código de barras (onde o operador escaneia o item e o endereço para validar a ação) reduzem drasticamente os erros humanos. Além disso, os relatórios gerados pelo WMS ajudam a identificar a causa-raiz dos erros.
Esse é o indicador mais abrangente da qualidade. Um pedido é considerado “perfeito” somente se for entregue completo ao cliente e no prazo combinado.
Por que monitorar? É a métrica que melhor traduz a eficiência do armazém do ponto de vista do cliente final. Uma alta taxa de OTIF está diretamente relacionada à fidelização e à reputação da marca.
O estoque é um capital imobilizado. Geri-lo com eficiência não é só uma questão de organização, é uma estratégia financeira que libera recursos e otimiza um dos ativos mais caros: o espaço do seu armazém ou centro de distribuição.
Esse indicador mostra quantas vezes, em média, o estoque foi totalmente renovado (vendido e reposto) em um determinado período, geralmente um ano. É calculado dividindo o custo das mercadorias vendidas pelo estoque médio.
Por que monitorar? Um giro alto significa que você está vendendo rapidamente e não mantém capital parado por muito tempo. Um giro baixo sinaliza excesso de estoque, risco de obsolescência e dinheiro preso que poderia ser usado em outros investimentos.
A análise do giro por categoria de produtos (Curva ABC) é vital para uma boa gestão de estoque.
É um KPI que mostra quanto do espaço disponível (em metros cúbicos ou posições de palete) está efetivamente sendo utilizado.
Por que monitorar? Uma ocupação muito alta (acima de 85%, em média) pode congestionar o espaço, dificultar a movimentação e aumentar o tempo das operações. Do contrário, uma ocupação muito baixa indica subutilização de um recurso caro.
O objetivo desse KPI é mostrar o ponto ideal para maximizar o uso do espaço sem comprometer a eficiência.
Esse indicador distribui os custos fixos e variáveis do armazém, como aluguel, energia, infraestrutura e operação, entre cada unidade armazenada ou pedido processado. Isso permite uma visão precisa do custo real da operação.
Por que monitorar? Acompanhar esse KPI oferece clareza sobre a rentabilidade de cada SKU (Stock Keeping Unit ou Unidade de Manutenção de Estoque), pedido ou canal de venda.
Com essa análise, é possível identificar produtos ou serviços que consomem mais recursos do que retornam valor, apoiando assim decisões estratégicas de precificação, portfólio e otimização dos processos logísticos.
Esses indicadores avaliam a saúde da sua infraestrutura tecnológica e a eficácia dos processos que o WMS gerencia. Eles garantem que a ferramenta não seja um gargalo, mas um facilitador.
Mede o tempo total desde o momento em que um pedido é recebido no sistema até o momento em que está embalado, etiquetado e pronto para expedição na doca.
Por que monitorar? É uma medida crítica da agilidade da operação. Reduzir esse ciclo significa atender o cliente mais rápido e aumentar a capacidade de processamento do armazém sem necessariamente aumentar a mão de obra.
É um KPI que analisa quanto tempo os pontos de carga e descarga (docas) ficam efetivamente ocupados com caminhões em operação versus ociosos.
Por que monitorar? Otimizar o agendamento de docas é um dos maiores drivers para reduzir custos com frota parada e horas-extras. Uma baixa utilização pode indicar problemas no agendamento ou ineficiências no carregamento e/ou descarregamento.
Veja aqui como a Rumo conseguiu zerar as filas no terminal de Rondonópolis.
Com esse indicador, a empresa monitora a porcentagem do tempo em que o WMS está disponível e operacional (uptime) e a velocidade com que ele responde aos comandos dos usuários.
Por que monitorar? Queda ou lentidão no sistema paralisam a operação. Um alto desempenho técnico é a base para todos os outros KPIs. Sistemas de WMS modernos, em nuvem, geralmente oferecem índices de disponibilidade superiores a 99,9%.
Avaliar o desempenho do WMS por meio de indicadores é uma maneira de garantir eficiência, competitividade e crescimento sustentável para o negócio.
Mais do que medir resultados, os KPIs indicam ajustes, orientam investimentos e contribuem no direcionamento de estratégias que fortalecem toda a operação logística. Ao investir em uma solução robusta, integrada e orientada por dados, as empresas dão um passo importante rumo à excelência operacional.
A nstech oferece um WMS completo, capaz de transformar dados em inteligência estratégica, otimizar processos, fortalecer o controle de estoque, melhorar o atendimento ao cliente e contribuir para uma operação mais eficiente e sustentável.
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janeiro, 2026 / por nstech
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