Case de sucesso: como a Rumo reduziu filas e otimizou o pátio de Rondonópolis com soluções nstech
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Escrito por nstech
Nos primeiros meses de 2025, os preços do frete de grãos atingiram patamares históricos, impulsionados por fatores como o aumento da produção, déficit de armazenagem e a alta do diesel, que passou de R$ 6,00 em 2024 para R$ 6,50. A colheita do milho safrinha, prevista para julho, deve pressionar ainda mais os preços, reforçando os desafios logísticos do setor.
Historicamente, os picos de frete ocorrem entre fevereiro e abril e entre julho e agosto, coincidindo com as colheitas. A necessidade de liberar armazéns de soja para o milho intensifica a demanda por transporte e agrava os custos logísticos quando não há uma gestão correta. As rotas Sorriso–MT e Santos–SP, por exemplo, registraram recordes de frete em fevereiro de 2025, refletindo o impacto da alta demanda.
Infraestrutura e a pressão sobre a logística
A capacidade de armazenagem no Brasil cresceu de 139 milhões de toneladas em 2010 para 211 milhões em 2025. No entanto, a produção de grãos avançou ainda mais, de 124 milhões para 328 milhões de toneladas no mesmo período. Esse descompasso evidencia a urgência de investimentos em infraestrutura para evitar perdas e gargalos na comercialização.
O custo logístico impacta diretamente a competitividade do agronegócio. O frete rodoviário continua sendo predominante, mas sua sazonalidade e altos custos representam desafios significativos.
A dependência do transporte rodoviário e comparação internacional
Atualmente, 54,2% das exportações de soja no Brasil utilizam rodovias, contra apenas 16% nos EUA, onde ferrovias (31%) e hidrovias (53%) desempenham um papel central. A forte dependência do modal rodoviário no Brasil traz desafios como:
Custos elevados devido ao preço do diesel, pedágios e manutenção das estradas.
Sustentabilidade, já que o transporte rodoviário é mais poluente que ferrovias e hidrovias.
Gargalos logísticos nos portos e terminais, prejudicando a fluidez do escoamento.
Vulnerabilidade climática, com chuvas e problemas nas estradas impactando a logística.
Enquanto nos EUA a diversificação da matriz de transporte garante eficiência e menores custos, no Brasil, a dependência do modal rodoviário restringe a competitividade das exportações agrícolas.
Estratégias para mitigar os efeitos da sazonalidade no frete
Para lidar com a sazonalidade dos preços e garantir eficiência logística, algumas soluções são fundamentais:
1️⃣ Contratos com transportadores: acordos de longo prazo ajudam a suavizar os impactos da demanda sazonal.
2️⃣ Ampliação da capacidade de armazenagem: regiões com boa infraestrutura ou produtores com armazéns próprios conseguem escoar a produção de forma mais equilibrada.
3️⃣ Investimentos em ferrovias e hidrovias: expansão da malha ferroviária e melhor aproveitamento das hidrovias podem reduzir a dependência do modal rodoviário.
4️⃣ Uso de tecnologia na logística: sistemas de agendamento eletrônico e rastreamento melhoram a gestão dos fluxos e evitam gargalos.
5️⃣ Parcerias público-privadas: essenciais para acelerar projetos de infraestrutura e diversificar os corredores logísticos.
Conclusão: o caminho para uma logística mais eficiente
A logística agrícola brasileira precisa evoluir para acompanhar o crescimento da produção. A diversificação da matriz de transporte, aliada a investimentos estratégicos e ao uso de tecnologias inovadoras, pode reduzir custos, melhorar a eficiência do escoamento e fortalecer a competitividade do Brasil no mercado global.
A expansão do Arco Norte, que já responde por mais de 30% das exportações, mostra que há espaço para avanços. No entanto, é essencial ampliar investimentos em infraestrutura e gestão logística para garantir que o agronegócio brasileiro continue crescendo de forma sustentável e competitiva.
Para ter uma logística mais eficiente e integrada, conte com as soluções do ecossistema nstech.
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