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Agro no Brasil: liderança na exportação de carne e potencial de inovação logística

Agronegócio

Escrito por nstech

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O Brasil se consolidou como um dos principais players no mercado global de produção e exportação de carne, sendo o segundo maior produtor mundial de carne bovina e líder nas exportações de carne bovina e de frango. Com um portfólio que abrange carnes bovina, suína e avícola, o país exporta para 168 mercados, com destaque para a China, principal compradora, que registrou importações de US$ 7 bilhões em 2024. 

As exportações de carne ocupam a quarta posição nas vendas externas do Brasil, atrás apenas da soja, petróleo bruto e minério de ferro. As cinco principais nações importadoras somam quase US$ 13,3 bilhões. Em ritmo crescente de produção e comercialização, os números falam por si: em março de 2025, o Brasil registrou um crescimento de 30% nas exportações de carne bovina em comparação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando cerca de 250 mil toneladas embarcadas e gerando um faturamento de US$ 1,17 bilhão, segundo dados da ABPA. 

Além do crescimento nas exportações de carne bovina, o Brasil também observou um avanço significativo nas vendas de carne suína e de frango. Em março de 2025, as exportações de carne suína aumentaram mais de 26%, totalizando 116 mil toneladas e gerando US$ 278 milhões. As exportações de carne de frango atingiram 1,387 milhão de toneladas, um acréscimo de 13,7% em relação ao ano anterior. A receita do setor também cresceu expressivamente, alcançando US$ 2,5 bilhões, com média mensal superior a 460 mil toneladas, um marco inédito. A China manteve-se na liderança dos destinos de exportação, seguida por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Japão e Filipinas. 

Para que empresas brasileiras possam exportar carne, é necessário cumprir uma série de requisitos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, como o registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e a obtenção do Certificado Zoossanitário Internacional. Atualmente, cerca de 3.200 estabelecimentos brasileiros estão autorizados a exportar. 

Em um avanço importante, o Brasil obteve, em maio de 2024, o status de país livre de febre aftosa sem vacinação, o que facilita a exportação para mercados mais exigentes, como Japão e Coreia do Sul. As negociações com o Japão, que depende de importações para suprir cerca de 70% de seu consumo de carne bovina, já se estendem por mais de duas décadas, reforçando o papel estratégico do Brasil nesse cenário global. 

Com o aumento das exportações, a eficiência no transporte de frigorificados torna-se crítica. A frota de veículos refrigerados representa menos de 5% do total de caminhões em circulação, o que levanta uma questão essencial: como atender às rigorosas exigências desse tipo de transporte e agregar valor ao serviço e ao produto? 

A importância do transporte frigorificado 

O transporte é fundamental para manter a qualidade dos produtos, garantir a segurança alimentar e assegurar a disponibilidade dos itens, reduzindo perdas. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, os caminhões conectam produtores a unidades de abate, centros de distribuição, varejistas e consumidores finais. O modal rodoviário, portanto, é essencial para o escoamento da produção tanto interna quanto externa. 

Desafios e riscos no transporte de frigorificados 

O transporte de carnes e produtos perecíveis enfrenta desafios que comprometem a eficiência e a segurança das operações. Entre os principais estão falhas na refrigeração, que afetam a qualidade dos alimentos e podem causar perdas financeiras e riscos legais. 

Acidentes, atrasos inesperados e roubos são preocupações constantes. A ausência de visibilidade em tempo real dificulta a identificação de problemas, gerando interrupções e insatisfação. A variabilidade climática exige monitoramento constante e tecnologias para gestão proativa. 

Outro ponto crítico é a falta de sistemas eficientes para agendamento de coletas e entregas, gerando congestionamentos e custos. A baixa automação na emissão de documentos e na gestão de fretes também contribui para erros e atrasos. Por isso, soluções integradas, como as da nstech, tornam-se fundamentais para mitigar riscos e otimizar a logística de frigorificados. 

Cases de sucesso: Frimesa, Marfrig, JBS e BRF 

As experiências da Frimesa, Marfrig, JBS e BRF mostram como a tecnologia pode transformar a logística do setor de carnes. 

Frimesa 

Maior empresa paranaense de abate e processamento de suínos, a Frimesa implementou soluções tecnológicas que elevaram sua eficiência. A automação da emissão de documentos de transporte, via soluções da nstech, eliminou processos manuais, reduziu erros e acelerou a liberação de cargas. O controle em tempo real otimizou o uso da frota e reduziu custos, aumentando a produtividade. 

Marfrig 

A segunda maior produtora de carne bovina do mundo adotou tecnologias da nstech para aprimorar sua logística. Com um sistema de gerenciamento de transporte (TMS), a empresa automatizou a emissão de documentos, gerenciou fretes e otimizou rotas. A eficiência aumentou e o número de profissionais na atividade caiu de 22 para 6, evidenciando o impacto positivo da tecnologia. 

JBS 

A JBS, uma das líderes globais da indústria alimentícia, enfrenta desafios no transporte com controle de temperatura. Ao integrar soluções da nstech, como centralização do controle de temperatura e unificação de sistemas, passou a monitorar mais de 3 mil viagens diárias. Isso reduziu em 50% os custos operacionais de gerenciamento de riscos e em 10% os índices de devolução por perda de temperatura. 

BRF 

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a BRF modernizou sua logística com a plataforma Trizy da nstech. Desde 2018, utiliza o sistema TSM Agendamento, que permite acompanhar cargas em tempo real e reduziu o tempo de espera nas filas de carga e descarga de 4h30min para 1h30min. 

A adoção de scanners e leitores de código de barras aumentou a segurança e diminuiu acidentes. O credenciamento automatizado de motoristas, que antes levava 24 horas, agora é feito em até 10 minutos. Essa agilidade melhora a eficiência e acelera as entregas. 

Como a tecnologia pode melhorar o transporte de frigorificados 

As iniciativas da Frimesa, Marfrig, JBS e BRF destacam a tecnologia como agente da transformação digital dos frigoríficos brasileiros. Soluções como emissão automatizada de documentos, portais de agendamento, montagem de cargas, janelas de carregamento e gestão de fretes oferecem uma abordagem integrada para mais eficiência operacional. 

Essas ferramentas enfrentam as dores do transporte refrigerado, como falhas térmicas e atrasos, e ainda permitem uma gestão mais inteligente. O uso de sensores IoT para monitoramento em tempo real, inteligência artificial para análise de dados e softwares para automação de processos garantem a segurança alimentar e a qualidade do produto. 

Conclusão 

O avanço das exportações brasileiras de carne representa uma oportunidade expressiva para o agronegócio, mas também impõe desafios logísticos. A adoção de tecnologias inovadoras no transporte frigorificado é essencial para garantir qualidade e eficiência. 

Com investimento em planejamento, capacitação e tecnologia, o Brasil pode não apenas atender à demanda crescente, mas se consolidar como líder global, assegurando entregas de excelência e segurança alimentar. 

A experiência de Frimesa, Marfrig, JBS e BRF mostra que a integração entre tecnologia e logística é decisiva para a competitividade. A automação e a centralização de processos são diferenciais estratégicos no dinâmico mercado global de carnes. 

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